“Meu pai tinha um coração muito bom”, relembra João Augusto Liberato

Os filhos do apresentador lançaram a campanha #50vidas para incentivar a doação de órgãos
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João Augusto Liberato, filho do apresentador Gugu Liberato. (Foto: Reprodução)

Gugu Liberato morreu no dia 21 de novembro de 2019, aos 60 anos, após sofrer um acidente doméstico, em Orlando, nos Estados Unidos. Na época, a família do apresentador realizou seu desejo de doar seus órgãos. Ao todo, Gugu conseguiu beneficiar cerca de 50 pessoas.

Neste domingo (21), após dois anos da morte do apresentador, os três filhos de Gugu, João Augusto, Marina e Sofia Liberato lançaram a campanha #50Vidas que tem o objetivo de promover uma corrente nas redes sociais para incentivar as pessoas a também se declararem doadoras de órgãos.

João, Marina e Sofia chegaram a postar em suas redes sociais e nas redes da @GuguVive um pedido para que as pessoas façam um post de foto ou vídeo com a hashtag #50Vidas escrita na palma de suas mãos e espalhem a mensagem de apoio a doação de órgãos.

Em post na web, os herdeiros falaram a respeito da importância da causa. “Com a pandemia, as doações de órgãos caíram drasticamente. Mas, incentivamos as famílias a autorizarem a doação quando for a hora. Pela nossa experiência, a dor de uma família pode ser atenuada com este ato de amor e trazer a alegria para muitas pessoas”.

“Queremos lembrar que uma única pessoa que doa, pode ajudar diversas pessoas que estão na fila aguardando. Uma única pessoa pode evitar que diversas famílias sofram com a perda de seus entes queridos. Uma única pessoa pode salvar dezenas de vidas”, disseram os filhos do apresentador. 

Em entrevista ao “Domingo Espetacular”, da Record TV, deste domingo (21), João Augusto Liberato, filho do apresentador Gugu Liberato, falou da importância da campanha. “Se você doa seus órgãos você é um herói. Você está ajudando alguém”, disse João.

O jovem falou dos dois anos sem o pai. “Esses dois anos sem meu pai têm sido bem difíceis. Muita saudade. De vez em quando me lembro das situações em que passamos juntos. Parece que a ficha não caiu ainda”, afirmou.

Ao falar do pai, João relembrou: “Meu pai tinha um coração bom para ajudar pessoas. Ele era muito amoroso. A gente lembra dos momentos em que ele vinha aqui e dava abraço na gente… a gente saia para almoçar junto. (…) Depois que ele partiu eu tive que assumir várias responsabilidades…Aprendi com meu pai a ser responsável e humilde”.

Ao ser questionado se pretende seguir os passos do pai na televisão, João avisou: “Eu gosto bastante de comunicação e eu adorava quando meu pai me chamava no palco.”

Hoje, João estuda Administração de Empresas e Comunicação e fala do que gostaria de contar para Gugu Liberato. “Se ele estivesse aqui eu iria pegar dicas com ele sobre a faculdade, apresentar minha namorada… Tem muitas coisas que eu queria falar para ele, mas eu tenho fé que ele está com Deus e me olhando sim, vendo tudo que está acontecendo”, finalizou.

Marina e Sofia também comentaram sobre a relação entre a família nos últimos tempos. “A nossa família está unida, e a gente está seguindo todos os conselhos dele. Esse período sem meu pai tem sido bem difícil, é muita saudade”.

Ainda no programa, João Augusto se emocionou com a história contada por Alessandra Daniela Assad Moraes, mãe de um rapaz chamado Gustavo, que morreu aos 17 anos depois de sofrer um AVC.

Gustavo faleceu em 4 de março de 2020, menos de quatro meses depois da morte do Gugu. Alessandra disse que acompanhou todo o processo envolvendo a doação de órgãos do apresentador e confessou que sempre teve um pouco de medo do assunto, pois se perguntava se os órgãos das pessoas eram realmente doados.

Quando o filho morreu, Alessandra decidiu doar os órgãos do filho e contou que só conseguiu fazer isso com tranquilidade e segurança porque acompanhou todo o processo do Gugu, morto há tão pouco tempo. Ela disse que foi por causa da morte do apresentador que conseguiu ter coragem para ajudar outras pessoas e fazer de Gustavo, o primeiro doador do hospital Unimed de Limeira.

“A doação de órgãos do Gugu me inspirou muito a fazer o mesmo com o meu filho. O Gustavo também teve morte cerebral e nós, familiares, dissemos SIM para outras vidas, da mesma forma como a família de Gugu fez”, afirmou Alessandra.

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