Após apuros, Mancini se declara: “Sou grato por poder viver o Corinthians

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico Vagner Mancini foi bastante sincero em sua avaliação sobre a exibição do Corinthians neste domingo (7), na vitória por 2 a 1, de virada, sobre a Ponte Preta, pela segunda rodada do Paulistão. O comandante alvinegro reconheceu que o primeiro tempo de seu time foi ruim, mas enalteceu a capacidade de superação seus jogadores em meio a um contexto de 14 desfalques por Covid-19. “Um panorama geral: achei que o Corinthians foi mal no primeiro tempo. Não fez um jogo à altura. Ainda conseguiu o empate no final do primeiro, mas fez um bom segundo. Assim como diante do Palmeiras, conseguimos fazer alterações no intervalo de ordem tática e substituições. A equipe voltou melhor. Veio a chuva e entrada do Jô foi muito importante para o segundo tempo, a bola não conseguia rolar na água. Jô é um excelente plano B, muito bom na primeira bola. Em cima disso abafamos a Ponte, chegamos ao gol de pênalti e vencemos a partida com muita superação. Uma marca do Corinthians, mesmo sem grandes jogos, importante que vença. Dessa vez tinha um sabor especial porque queremos virar a página. E que vire mesmo enfrentando sérios problemas no dia a dia. Mas no geral, foi um primeiro tempo ruim, um segundo tempo muito melhor, a equipe pressionou, e um resultado extremamente importante por tudo que estamos vivendo”, disse. “Eu não tive peças, ontem perdi mais dois jogadores. Óbvio que nesse momento temos que estar de pé, não queremos agigantar os problemas. Acho que os problemas do nosso dia a dia caem no colo de quem suporta, não fujo, encaro os problemas. Isso tem sido uma marca muito importante do Corinthians. Tem sido constante quebra de paradigmas e evolução”, complementou Mancini. O técnico também ressaltou que os desfalques não se limitaram apenas aos atletas, mas também ao corpo técnico do clube. Porém, apesar das dificuldades, Mancini se mostrou grato por ter a oportunidade de viver o dia a dia do clube em toda a sua intensidade. “As pessoas certamente não sabem o que estamos vivendo. Há 10 dias, nosso elenco tinha 29 jogadores. Nessa semana, eram apenas 17. É óbvio que você começa a perder peças e precisa olhar para o lado para ver quem está à disposição. Para piorar, pessoas do nosso staff também foram infectadas. Então nossa perda foi muito acentuada em todos os setores. Há sete dias, eu, o Flávio de Oliveira [preparador físico] e o Duílio [presidente] chegamos no CT às sete da manhã, para tentar resolver todos os assuntos que também faziam parte dessas pessoas que não puderam estar ali. Então tem sido cansativo, mas tem sido prazeroso também, porque é muito importante viver o clube em toda a sua intensidade. Viver o Corinthians é para poucas pessoas, e eu sou muito grato por isso”, concluiu. O Corinthians volta a campo no próximo domingo (14), quando enfrenta o São Caetano, fora de casa, às 16h (de Brasília). O clube do Parque São Jorge ocupa a liderança do Grupo A do Paulistão, com cinco pontos em três rodadas, tendo disputado uma partida a mais que o Santo André, segundo colocado com quatro pontos.

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